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Valeu!!!
Agradeço o apoio de todos os que comentaram nos posts “deprês” desta semana. Mas, vocês entendem, sou muito aquariana, e às vezes permito que o mundo descarregue o seu peso nas minhas costas.
Claro que a sensibilidade desses dias foi exacerbada por problemas pessoais que estou atravessando com muita coragem e fé na vida, pois sei que tudo passa e nada como um dia após o outro.
No geral, sou uma pessoa feliz e só tenho o que agradecer a Deus: moro numa das cidades mais bonitas do mundo (a segunda, depois do meu Rio de Janeiro, lógico), tenho filhos lindos e saudáveis, ambos na faculdade, que eu orgulhosamente financio. Moro bem, ganho bem e tenho um trabalho “pas mal”, como dizem os franceses, que têm dificuldade para fazer elogios.
E tenho amigos, reais e virtuais (qual é a diferença, afinal?), que me ajudam a botar o pé no chão quando o desvario ameaça me seqüestrar.
Obrigada a todos e bom fim-de-semana.
As fotos do Paris Plage estão no flog. Depois eu boto as de Fontainebleau.

Escrito por Teresa Abreu às 15h35
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Pára o mundo que eu quero descer!
Não sei quem é o autor dessa frase, que li há mais de 20 anos. Mas ela nunca me pareceu tão atual, e nunca senti, quanto hoje, tanta necessidade de expressá-la, dado o desenrolar de acontecimentos diversos que, se não me afetam individualmente, deixam-me com o moral tão baixo, que tenho vontade de ir embora, sem saber pra onde.
Acompanhando nos jornais o estado de espírito de jovens muçulmanos da Grã-Bretanha, depois da mortífera medida shot to kill adotada pela polícia inglesa, li que um deles confessou ter medo não apenas dos skinheads, que se autorizam a infernizar a vida de muçulmanos estudantes, trabalhadores, britânicos e... inocentes. Um rapaz admitiu: - Agora eu tenho também medo da polícia; tenho medo de estar no lugar errado na hora errada.
O telejornal anunciou ontem que centenas e centenas de judeus franceses estão migrando definitivamente para Israel, devido ao crescente anti-semitismo que se verifica na França.
No Oriente Médio, no entanto, as coisas não estão melhores. O governo israelense está prometendo a retirada de tropas e colonos da faixa de Gaza para o próximo mês de agosto. Coisa que ninguém acredita que vá acontecer sem – mais um – banho de sangue.
As autoridades francesas não nos iludem: a França não está ao abrigo de um ataque terrorista. O fato de não ter participado da invasão ao Iraque é um detalhe menor na guerra contra o Ocidente, deflagrada pelos kamikases de Alá.
Fugir para o Brasil, pra que? O mar de lama em que se atola a política do nosso país ameaça levar de roldão a economia que até então surfava nas ondas do crescimento. Conseqüência: as promessas de justiça social de Lula não serão cumpridas nunca e nas próximas eleições simplesmente não teremos em quem votar.
Ou alguém tem a ilusão de que a compra de votos começou há dois anos e meio, com o PT? Tive o dissabor de ler, na edição da semana passada da revista L’Express que “a prática de venda de votos é, no Brasil, um esporte nacional que data da inauguração da República, em 1889”!
Alguém tem aí algum remédio que me dê alegria, como há tempos já pedia Cazuza?
P.S. Estou tão desanimada que ainda não encontrei coragem para postar as fotos do fim-de-semana passado, no Castelo de Fontainebleau e da "orla" do Sena, travestida de praia carioca. Pra que? Pra brincar de alienada, mostrar um mundinho de arte e alegria, dentro deste planeta à deriva?
Escrito por Teresa Abreu às 13h16
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"Se a Al-Qaida criou um clima tal, que uma pessoa comum pode levar cinco tiros da polícia
e a sociedade simplesmente dá de ombros, então os terroristas já tiveram uma modesta vitória".
Frase de Tim Hames, no jornal britânico The Times de hoje, a respeito da morte do eletricista brasileiro Jean Charles Menezes no metrô de Londres.
Escrito por Teresa Abreu às 11h12
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Yes, nós temos praia. Desde ontem, e até 21 de agosto, os parisienses que não viajarem em férias (quase todo mundo tira férias em agosto e a cidade fica lotada de estrangeiros) têm à sua disposição 1.500 toneladas de areia distribuídas ao longo de 3,9 km do rio Sena. Com direito a tudo, tirando o mar: palmeiras, espreguiçadeiras, bebidas, tira-gostos, música, leitura.
Quinta edição de um sucesso retumbante, o projeto Paris Plage deste ano exibe as cores do Brasil. E não somente na iluminação, obra do cenógrafo Nicolas Tourette, que distribuiu canhões de luz em verde, amarelo e azul ao longo das “praias” de Copacabana, Ipanema e Maracanã.
Quem quiser pular um carnaval fora de época, poderá cair na folia às quartas, quintas e sextas-feiras, de 10:30 às 17:30h. Escolas de samba cariocas estão encarregadas da animação.
Há também escolinhas de capoeira, de samba, de futebol de areia e de peteca.
Os leitores ávidos de literatura brasileira encontram nas bancas de livros obras de Paulo Coelho (meu amigo Miguel Martins diz que é o único nome em português que os franceses pronunciam corretamente), Stephan Zweig e Christine Angot, francesa, autora do livro Pourquoi le Brésil?
Mas o melhor: tudo isso é de graça e pode ser desfrutado das 7 da matina à meia-noite. N’est-ce pas belle la vie?
Eu já tenho programa de fim-de-semana. Vou a Fontainebleau no sábado e domingo, carioca que sou, vou à praia.

Escrito por Teresa Abreu às 13h52
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Feliz Dia da Amizade!
Hoje comemora-se o Dia da Amizade. A você, que vem me acompanhando há muito ou pouco tempo, dedico estas palavras muito lindas, atribuídas a Vinícius de Morais.
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre...”

BlueMountain.com
Escrito por Teresa Abreu às 14h18
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tóóóóíiiimmmm
Pena que a maioria dos jornalistas brasileiros não lê o que a mídia internacional fala sobre eles. Isto é, nas raríssimas vezes em que são mencionados na imprensa estrangeira. Uma delas foi devida à visita de Lula a Paris. Eu, toda patriota que sou, gostei muito da descrição do jornal Le Figaro sobre o “fora” que Jacques Chirac deu numa jornalista do Globo.
Diz que a moça dirigiu uma pergunta aos dois presidentes, em uma entrevista coletiva no Elysée, sobre os problemas políticos que eles enfrentam em seus respectivos países. A resposta de Chirac foi uma chicotada: “Eu estou realmente admirado de ver o quanto vocês são fascinados pelos detalhes sobre as trocas entre nossos dois países, sobre esses três dias de trabalho e sobre todos os acordos de cooperação que foram assinados!”
Formidável! Digo isso porque, quando trabalhava na Assessoria de Imprensa do Itamaraty e acompanhava o presidente em viagens internacionais, ficava profundamente irritada com os jornalistas que iam cobrir a viagem mas, ao invés de informar sobre os resultados políticos e comerciais dos encontros, se limitavam a contar detalhes pessoais sobre o presidente e sua esposa, como se o presidente só viajasse a passeio. Nas entrevistas coletivas, faziam perguntas sobre a situação interna do país.
Numa viagem que fiz a Seul, com o ex-presidente FHC, eu falei sobre isso com a repórter da Folha de São Paulo. Ela me respondeu: “Eu estou aqui para cobrir o presidente. Se o meu jornal quisesse informações sobre os acordos de cooperação entre o Brasil e a Coréia teria me mandado em outra ocasião”!!!
Não vi se a imprensa brasileira repercutiu a resposta de Chirac, mas que foi super bem dada, ah, isso foi.
Para finalizar, listo rapidamente os acordos que foram assinados pelos dois países nesses três dias de visita oficial:
1) a construção de uma ponte sobre o rio Oiapoque, ligando a Guiana Francesa e o Estado do Amapá;
2) a compra, por parte do Brasil, de 12 aviões Mirage 2000 RDI e, na mesma transação, a assinatura de um tratado de cooperação aeronáutica militar;
3) uma declaração comum sobre os novos mecanismos de financiamento, visando a entrada em vigor até 2006 de um projeto-piloto de luta contra a AIDS e outras doenças;
4) a conclusão de um acordo complementar de cooperação na luta contra a mudança climática;
5) um protocolo de intenção de cooperação nas áreas de tecnologias avançadas e suas aplicações.
Escrito por Teresa Abreu às 13h11
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