La vie est belle!


Hoje estou sentindo aquele vazio existencial típico de quarta-feira de cinzas, depois de empregar todas as minhas energias na tentativa inglória de estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Foi muita coisa: o Fórum Franco-brasileiro da Sociedade Civil, onde palestrou o Frei Betto no dia 12 de julho e Lula discursou no encerramento, no dia 13; neste mesmo dia, a recepção na prefeitura de Paris, lotadíssima de brasileiras e brasileiros; o show na Bastille que durou até 1:30 da madrugada. 

14 de Julho, aniversário da Queda da Bastilha, a data mais importante do calendário francês, a Champs-Elysées foi tomada por brasileiros. Lula na tribuna de honra, assistiu ao desfile de um pelotão brasileiro não me pergunte de qual Força.

No mesmo dia, shows com artistas brasileiros na Vilette, no Palais Garnier, no Carreau du Temple.

Ufa, estou com a cabeça vazia, os pés doendo e a alma lavada. Como se fosse quarta-feira de cinzas.

Viva o Brasil!        Vive la France!

 

mais fotos no flog



Escrito por Teresa Abreu às 10h13
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Queridos amigos blogueiros, estou passando rapidinho para dizer que esta semana está sendo bastante cheia. Frei Betto está aqui e vou acompanhá-lo no Fórum Franco-brasileiro da Sociedade Civil.

Amanhã tem show de graça na Bastille de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury e muuuuuuuuuito mais gente. Eu vou.

E depois de amanhã é feriado (14 Juillet).

Quinta-feira eu volto. Beijo.



Escrito por Teresa Abreu às 15h58
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Meu pai sempre disse que os ingleses são fleumáticos.

 

Desde sempre, eu achei que eles eram apenas discretos, mas os atentados de ontem me mostraram até que ponto o adjetivo é pertinente.

 

De acordo com o relato do enviado especial a Londres da rádio France Info para cobrir os acontecimentos, os londrinos foram trabalhar “normalmente” hoje de manhã, isto é, pegaram os ônibus e os metrôs de todo santo dia.

 

Tensos, é verdade, mas pegaram, mesmo depois de as autoridades pedirem à população que permaneça em casa.

 

Até aí, nada de muito estranho. O que o repórter ressaltava, no entanto, era a ausência de emotividade, no sentido de que, dizia ele, os britânicos não gritaram, não choraram, não mostraram desespero diante das câmeras de televisão.

 

Tampouco encheram os lugares atingidos pelas bombas de coroas de flores e mensagens de solidariedade, como fizeram os americanos em 11 de setembro de 2001 e os espanhóis em 11 de março de 2004.

 

Muito menos hastearam a bandeira da Inglaterra pelos quatro cantos do país, em sinal de patriotismo.

 

Eu não entendo, mas não julgo. Cada um é como é, e estamos conversados.

 

Como ainda não aprendi a fazer um hyperlink, reproduzo o endereço de um blog onde um jornalista brasileiro que vive em Londres faz um relato do drama: http://www.afalsabaiana.blogger.com.br/

 

Bom fim de semana!

 

P.S. Flávio, meu fofo, obrigada pela correção.



Escrito por Teresa Abreu às 12h08
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O inferno astral de Jacques Chirac

Parece que todo o sistema zodiacal entrou em acordo para emmerder* a vida do presidente francês Jacques Chirac.

Primeiro foi o cataclisma causado pelo “não” francês à Constituição européia, em fins de maio.

Depois, o entrevero com o primeiro-ministro britânico a respeito do orçamento europeu, que terminou em impasse: Tony Blair não aumenta sua participação no orçamento enquanto Chirac não retirar o subsídio aos seus agricultores.

A última esperança para o francês era a escolha de Paris para sediar os Jogos Olímpicos de 2012.

Bem que ele estava precisando, mas não levou: a escolha, como fartamente anunciado, recaiu sobre... Londres.

Um ministro muito próximo a Chirac choramingou: “Que catástrofe... Isso é uma humilhação! Que os JO fossem em Madri, ou em qualquer outro lugar, mas não Londres, não neste momento!"

Destemperado, Jacques Chirac partiu para o ataque a esmo.

Em recente visita à cidade de Kaliningrad, que comemorava seu 750º aniversário, Chirac soltou gracejos que fizeram rir o presidente russo Vladimir Putin e o chanceler alemão Gerhard Schroder, mas que muito desagradaram os ingleses, esses “inimigos” seculares:

“A única coisa que eles [os britânicos] fizeram pela agricultura européia foi a vaca louca”, torpedeou, para logo em seguida acrescentar que “não se pode confiar numa gente que tem uma cozinha tão ruim”.

Sem concessões, sobrou até pra quem não tinha nada com isso:  “depois da Finlândia, é o país onde mais se come mal”.

Que é isso, senhor presidente?

 

Sad

 

* emmerder – Segundo o Larousse de poche, edição 2003, contrariar, importunar

(em suas traduções mais bem educadas)



Escrito por Teresa Abreu às 14h34
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Tá bom, eu vou contar. Vocês lembram que eu tirei 15 dias de férias em maio e, portanto, faltam-me ainda 15 dias. Na verdade, eu deveria ter tirado minhas férias em janeiro, mas, em outubro de 2004, a secretária do embaixador apareceu grávida da noite para o dia, isto é, só comunicou a gravidez no quinto mês. E a secretária substituta já estava em licença-maternidade! Quanta fertilidade! Aliás, até o embaixador fez piadinha, na época, dizendo que os espermatozóides dele andavam soltos pelo ar...

 

O que aconteceu? Simples. Fui colocada no posto de secretária e, quando chegou o período das minhas férias...

 

Ocorre que o embaixador disse, na presença de duas testemunhas, que, depois que as secretárias voltassem, eu poderia tirar as minhas férias quando bem quisesse. Quando JP me disse que a empresa dele fecha em agosto, em férias coletivas, pedi os 15 dias restantes.

 

Ah, não pode!!!! Um colega que também estava com férias acumuladas, resolveu tirar 50 dias, mês de agosto incluído. Gente, o bicho pegou!!! O argumento é que ele tinha pedido com antecedência e, portanto, tinha prioridade. Mas ele foi uma das testemunhas do combinado com o embaixador.

 

Diante disso, escrevi uma carta ao ministro-conselheiro, bati boca com o tal colega e a funcionária encarregada do setor de administração. O indivíduo bateu o pé e, enquanto eu argumentava que o JP ia viajar sozinho, que eu tinha aberto mão das minhas férias em janeiro “ pelo bem da administração”,  etc e tal, ele não parava de repetir: - “eu não tenho nada com isso, problema seu, eu não abro mão!!!”

 

Finalmente, coube ao próprio embaixador resolver o impasse, e ele decidiu pela minha permanência.

 

Injustiça!   Injustiça!   Injustiça!

 

Ainda mais, que eu vou ficar em agosto - mês morto em Paris e na UNESCO - para, hipoteticamente, substituir um funcionário que estará de serviço. Claro! Não se pode nunca descartar a possibilidade... de que ele quebre a perna!!! Juro por Deus que este foi o argumento usado para justificar a impossibilidade da minha saída!

 

Dizzy

 

Não é de tirar uma criatura do sério ?

 

Valeu, não estou mais feliz, mas fiquei aliviada com o relato.



Escrito por Teresa Abreu às 16h58
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Estou assim nesses últimos dias. Só vou voltar quando a raiva passar.



Escrito por Teresa Abreu às 12h41
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Hamilton Naki, um sul-africano negro de 78 anos, morreu no final de maio. A notícia não rendeu manchetes, mas a história dele é uma das mais extraordinárias do século 20. The Economist contou-a em seu obituário desta semana.

 

O cirurgião clandestino

 

Cape Argus - Trace Images

 

 

Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky em dezembro de 1967, na cidade do Cabo, na África do Sul, na primeira operação de transplante cardíaco humano bem-sucedida.

É um trabalho delicadíssimo. O coração doado tem de ser retirado e preservado com o máximo cuidado. Naki era talvez o segundo homem mais importante na equipe que fez o primeiro transplante cardíaco da história. Mas não podia aparecer porque era negro no país do apartheid.
O cirurgião-chefe do grupo, o branco Christiaan Barnard, tornou-se uma celebridade instantânea. Mas Hamilton Naki não podia nem sair nas fotografias da equipe.
Quando apareceu numa, por descuido, o hospital informou que era um faxineiro. Naki usava jaleco e máscara, mas jamais estudara medicina ou cirurgia.

Tinha largado a escola aos 14 anos. Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo. Mas aprendia depressa e era curioso. Tornou-se o faz-tudo na clínica cirúrgica da escola, onde os médicos brancos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos.

Começou limpando os chiqueiros. Aprendeu cirurgia assistindo experiências com animais. Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Barnard requisitou-o para sua equipe.
Era uma quebra das leis sul-africanas. Naki, negro, não podia operar pacientes nem tocar no sangue de brancos. Mas o hospital abriu uma exceção para ele.

Virou um cirurgião, mas clandestino. Era o melhor, dava aulas aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que o hospital podia pagar a um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica nem água corrente, num gueto da periferia.

Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos e aposentou-se com uma pensão de jardineiro, de 275 dólares por mês. Depois que o apartheid acabou, ganhou uma condecoração e um diploma de médico honoris causa. Nunca reclamou das injustiças que sofreu a vida toda.

 

Outra história enviada pelo Edelcio

Para aqueles que, como eu, tiverem dificuldade de acreditar nesta monstruosidade:

http://www.economist.com/people/displayStory.cfm?story_id=4054912



Escrito por Teresa Abreu às 11h56
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AMIGAS FAZEM MUITO BEM À SAÚDE!

 

Um estudo publicado pela Universidade de Los Angeles, Califórnia, indica que a amizade entre mulheres é algo verdadeiramente especial. Descobriu-se que as amigas constituem um remanso, diante de um mundo real, cheio de tempestades e obstáculos.  As amigas ajudam-nos a preencher os vazios emocionais de nossas relações com os homens e ajudam-nos a recordar quem nós somos, realmente.

Após 50 anos de investigações, identificou-se que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro que ajudam a criar e manter laços de amizade entre as mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, surpreenderam-se com os resultados destes estudos.

Quando o hormônio OXITOCINA é liberado como parte da reação das mulheres frente ao stress, elas sentem a necessidade de proteger seus filhos e de agruparem-se com outras mulheres. Quando isso acontece, produz-se uma ainda maior quantidade de oxitocina, que reduz o stress mais agudo e provoca um efeito calmante.

Estas reações não aparecem entre os membros do sexo masculino porque a testosterona, que os homens produzem em altas quantidades, tende a neutralizar os efeitos da oxitocina, enquanto os estrógenos femininos aumentam a produção do hormônio oxitocina.

            Após repetidos estudos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais contribuem para a redução dos riscos de doenças ligadas à pressão arterial e ao colesterol. Acredita-se que esta pode ser uma das razões por que as mulheres geralmente vivem mais do que os homens.

            As mulheres que não estabelecem relações de amizade com outras mulheres não mostram os mesmos resultados em sua saúde. Assim, ter amigas nos ajuda não somente a viver mais, como também a viver melhor. O estudo sobre saúde indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior probabilidade ela terá de chegar à velhice sem problemas físicos,levando uma vida plena e saudável.

            Não contar com amigas próximas pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a obesidade, o tabagismo ou o sedentarismo. Neste mesmo estudo, foi observado, também, como as mulheres superam um momento crítico, como a morte do cônjuge, e percebeu-se que as mulheres que podiam confiar em suas amigas reagiram sem doenças graves e recuperaram-se em um lapso de tempo menor do que aquelas que não tinham em quem confiar.

O estudo concluiu que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte recíproca de força, bem-estar, alegria e saúde!

            Não é legal saber disto?

 

Texto enviado pela minha amiga Aline, que mora em Montevidéu



Escrito por Teresa Abreu às 10h48
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