La vie est belle!


Sol e chuva, casamento de viúva

O serviço de meteorologia anda completamente louco. Para um dia eles anunciam chuva e vento, você sai com roupa pesada e escura, e eis que o maior sol brilha sobre a sua cabeça. Para o dia seguinte, eles prevêem um céu radiante, você veste aquela saia branca guardada há meses, e lá está a chuva lhe esperando.

 

O jeito é manter um guarda-roupa de emergência no trabalho, com casaco, impermeável e guarda-chuva, mas também uma blusinha mais leve e até – por que não? – uma sandalinha. Hum, acho que isso é coisa de velha...

 

Mas não tem jeito. No Brasil, a gente fala muito do frio na Europa, mas em Paris quando faz calor, é um calor seco, que repuxa a pele. E tem coisa pior do que sair no sol com uma roupa preta? Deve ser por isso que a França é a fabricante numero um de cremes contra ruga. Dos quais, alias, sou fervorosa adepta. Duas vezes por dia lá estou eu, na frente do espelho, massageando minha pele. Jean-Pierre diz que eu me amo, e eu concordo. E é me amando que eu atraio coisas boas para mim.

 

Por exemplo, ontem, que fazia sol e calor, descobri um parque (fotos no flog) bem pertinho da minha casa e já o adotei. Todo fim de tarde vou bater o ponto da minha caminhada emagrecedora, faça chuva ou faça sol (eheheheh). Ainda mais que nesta época escurece super tarde, por volta das dez e meia da noite.

Meu novo point 



Escrito por Teresa Abreu às 13h41
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Fim de semana de sol

Fui visitar Chartres, a 88 km de Paris, que abriga uma das mais completas e bem conservadas catedrais góticas da França (as fotos estão no flog, no link a direita). Passeio gostoso num domingo ensolarado, mas o que quero comentar é um detalhe que muito me chamou a atenção, num café. Quando estava no Rio, fui tomar um chopp com o Jean-Pierre no Amarelinho para ele contemplar o “petit Garnier”, ops, o Theatro Municipal, na Cinelândia. Embora embevecido, ele não conseguiu expressar sua emoção, pois o barulho ao nosso redor era tão grande, que para se fazer ouvir ele precisava gritar, como todo mundo.

 

Pois bem, a diferença é que este bar também esta cheio, mas não se ouvia senão um suave murmúrio. Eu me sentei no muro em frente para “ouvir” o silêncio dos franceses que, no entanto, conversavam animadamente. Questão de educação. Jean-Pierre me disse que durante a guerra as pessoas aprenderam a falar baixo. E, pelo visto, ou melhor, pelo ouvido, ou melhor ainda, pelo não ouvido, guardaram o hábito e ainda o transmitiram as novas gerações.



Escrito por Teresa Abreu às 12h19
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Livres!!!!!

 

 

Depois de 157 dias de cativeiro, no Iraque, está de volta a Paris a jornalista francesa do jornal Libération, Florence Aubernas, que já apareceu três vezes aqui no meu blog. A notícia me pegou de surpresa, num engarrafamento na volta de Chartres. Mesmo cansada, decidi ir ate a Place de la République, onde as pessoas solidárias com sorte da jornalista e de seu interprete iraquiano, também liberto, se reuniram com o apoio logístico, como sempre, da prefeitura de Paris. 



Escrito por Teresa Abreu às 12h46
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Incorrigiveis

Eu não digo que esses parisienses são uns paqueradores inveterados? Pois bem. Minha amiga Didi, que mora em Bordeaux, veio a Paris e ontem saímos para jantar com o Fernando, nosso amigo também brasileiro que mora aqui. Rimos, falamos, comemos e bebemos gostosamente.  Na volta pra casa, caminhávamos, Didi e eu, distraidamente pela rua, filosofando a vida, quando somos abordadas por um desconhecido que olhava fascinado para a Didi e repetia: “Vous avez un charme fou!” Quoi? Didi não conseguiu captar a mensagem do sujeito, nem mesmo quando ele lhe estendeu um pedaço  de papel.

- O que e isso?

- Meu telefone, liga pra mim, eu estou fascinado por você.

- Não vai dar, eu sou casada.

- Então, eu engulo o papel. – E engoliu o papel bem ali na nossa frente, nos vimos!!! Rimos tanto que acabamos indo dormir super-tarde, mas com a alma lavada. Vê se pode!

 

Didi e sua linda Clara, em Bordeaux

 



Escrito por Teresa Abreu às 11h03
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Minhas janelas 2

Mas a janela do meu trabalho também me proporciona belas imagens:

 

No inverno

 

 

E na primavera

 



Escrito por Teresa Abreu às 14h15
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Minhas janelas

Confesso que dou muita sorte com as minhas janelas. De qualquer uma eu tenho sempre lindas visões.

 

Da janela do meu quarto eu vejo a Torre Eiffel

 

No 14 Juillet eu vi os fogos de camarote

 

O pôr do sol é sempre um espetáculo fascinante

 

E as vezes o sol fica vermelho

 

Este arco íris eu vi da janela da sala

 



Escrito por Teresa Abreu às 11h55
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Oswaldo Montenegro

Para matar a saudade, comprei, no Rio, o CD do Oswaldo Montenegro, Ao vivo: 25 anos.

Entrevistei o Oswaldo no início da carreira dele - e da minha, na extinta revista Amiga, da editora Bloch, de saudosa memória. Bom revival.

Anos depois, já morando em Brasília, estava eu entrando no Teatro Nacional para assistir o Grupo Corpo, acompanhada de uma amiga que havia vivido muitos anos no Peru, a Rejane. 

Dizia-lhe que a última vez que tinha ido àquele teatro tinha sido para assistir ao show do Oswaldo Montenegro.

Ela não sabia quem era e perguntou: - Quem é Oswaldo Montenegro?

Distraída, eu ia olhando o povo que entrava no teatro e, de repente eu o vi, bem ali do meu lado.

Eu apontei e falei, gritando: - É aquele ali, o Oswaldo.

Ele ouviu e me interpelou com o olhar.

Eu lhe respondi: - Acabei de dizer para a minha amiga que vim assistir ao seu último show aqui neste teatro. E vou assistir ao próximo.

Ele riu e confirmou: - Vem mesmo.

E eu fui mesmo!

Para as novas gerações, uma de suas lindas poesias.

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio;

que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca,

porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza,

que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante,

pois metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece

nem repetidas com fervor;

apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos,

pois metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,

que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada,

que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância,

porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade, eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito

e que o seu silêncio me fale cada vez mais,

pois metade de mim é abrigo e a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela mesma não saiba

e que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade para fazê-la florescer,

pois metade de mim é platéia e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada,

pois metade de mim é amor e a outra metade, também.



Escrito por Teresa Abreu às 15h52
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Ainda minhas férias

Pescadores em São Luís

Uma aldeia de palhoças entre Barreirinhas e Boa Vista, MA

Barreirinhas: uma singela homenagem ao trabalhador



Escrito por Teresa Abreu às 14h26
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Ainda minhas férias

Deu tilt

Não sei porquê, o servidor não está querendo aceitar a inclusão de novas fotos. Então, copiei o questionário do blog da Homera, de Roma, com minhas informações pessoais. Voilà:

Auto análise a jato


HÁ 10 ANOS
1. Morava no Rio
2. Trabalhava em Niterói
3. Não tinha carro e nem namorado
4. Era feliz e cheia de esperança

HÁ 5 ANOS
1. Morava em Brasília
2. Trabalhava na assessoria de imprensa do Itamaraty

3. Não tinha namorado
4. Era feliz e cheia de esperança

HÁ 2 ANOS
1. Era assessora de imprensa do Frei Betto, no Palácio do Planalto
2. Ganhei 5 quilos em 2 meses por causa de um tratamento hormonal
3. Não tinha namorado
4. Era feliz e cheia de esperança

HÁ 1 ANO
1. Mudei-me para Paris
2. Vim trabalhar na delegação do Brasil junto à Unesco
3. Conheci o Jean-Pierre
4. Estava feliz e cheia de esperança

ONTEM
1. Voltei de férias e atualizei meu blog e fotolog
2. Soube que meu chefe foi demitido
3. Fiz palavras cruzadas até tarde
4. Fui feliz e cheia de esperança

HOJE
1. Acordei às 9 horas e cheguei tarde ao trabalho

2. Botei o papo em dia com a Flávia
3. Recomecei meu regime (faltam 2,5 kg)
4. Sou feliz e cheia de esperança

AMANHÃ EU VOU
1. Continuar o meu regime
2. Namorar
3. Ser feliz e cheia de esperança

CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. Minha fé em Deus
2. Meus filhos e meu homem
3. Meus poucos e fiéis amigos
4. Meus sonhos e esperanças
5. Livros, livros e mais livros

CINCO MAUS HÁBITOS
1. Como  
2. posso
3. saber?
4. Eu me acho
5. ótima!

CINCO PROGRAMAS DE TV
1. Telejornais e
2. Filmes.
3. Não tenho
4. paciência
5. para televisão.

TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. Violência
2. Miséria
3. Injustiça

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. Sapato estilo bailarina
2. Vestidinho preto e branco de alcinha
3. Calcinha e sutiã pretos

TRÊS DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS
1. Les Arts Florissants
2. Beatles
3. Skank

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA (... e sempre)
1. Amor
2. Saúde
3. Dinheiro

TRÊS LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS
1. Ilhas gregas
2. Europa Oriental
3. Magreb



Escrito por Teresa Abreu às 15h28
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Voltei!

Fim de férias

Ainda sem palavras para descrever as minhas ma-ra-vi-lho-sas férias, mostro algumas fotos:

O indefectível candomblé baiano

A herança holandesa de Recife

A lindeza imutável de Olinda

A rusticidade benfazeja de Cumbuco, Ceará

Tem mais.

 



Escrito por Teresa Abreu às 14h58
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