La vie est belle!


Festa da poesia

Deliciosa a noite da poesia brasileira que aconteceu na sexta-feira, 11 de março, no Club des poètes. Num ambiente descontraído, os donos do bar, também poetas, naturalmente, nos exibiram todo orgulhosos uma antiga foto tirada ao lado de Vinícius de Morais, quando este serviu como segundo secretário da carreira diplomática na delegação do Brasil na Unesco. Aliás, a organização do inesquecível sarau foi do (ô coincidência!) segundo secretário da carreira diplomática, Álvaro Vereda, que também serve na delegação do Brasil na Unesco!!! Só pode ser o espírito do mestre guiando as boas almas!

O francês Jean-Pierre Rousseau arrasou com seu profundo conhecimento de literatura brasileira. Cada vez que alguém se levantava para declamar um poeta brasileiro (até eu ganhei uma canja entre os artistas da noite), em seguida era a sua vez, que falava sobre o autor, a época e o contexto histórico da poesia, para imenso deleite do público, composto de brasileiros e franceses, mas também de portugueses, uma italiana e uma chinesa. Um charme e uma grande promessa para este Ano do Brasil na França.

 

 

O francês Jean-Pierre, o português João e o ator brasileiro Ricardo

Noite de celebração: Cecília Meirelles em francês, eu aí homenageando Vinícius de Morais, delicado momento de poesia chinesa



Escrito por Teresa Abreu às 15h27
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Jogo de cintura à la française

Para tudo dá-se um jeitinho

 

Ontem, dia de greve geral de transportes em Paris, eu, que não tenho carro, fui à Ópera Nacional assistir à última apresentação de Otelo, de Verdi. Para começar, saí do trabalho às 18 horas, sem saber se estaria às 19:30 h na Bastilha, já que algumas linhas de metrô e de ônibus estavam completamente paralisadas. Em dia normal, a viagem leva uns bons 45 minutos. O trânsito de Paris não deixa nada a desejar aos do Rio e de São Paulo. Dei sorte. Apesar do ônibus lotadíssimo, quando tive oportunidade de sentar vi que uma mulher grávida veio proteger sua enorme barriga no meu colo e me levantei rapidamente para ceder-lhe o lugar. Ela não parava de me agradecer. Tudo bem. Eu iria chegar a tempo e isso me bastava. Ainda faltavam quatro paradas para eu descer, e eis que o motorista anuncia o fim da linha. Greve é assim mesmo. Eles param onde querem e você tem que seguir a pé ou esperar o próximo ônibus, que pode ir ao ponto final, ou não. Isto é, se houver um próxim ônibus. O teatro ficava do outro lado do Sena. Mas como eu poderia reclamar diante de paisagem tão linda, o rio deslizando placidamente, indiferente à irritação dos pedestres pela falta de metrô naquele fim de tarde friorento? Fiz um quilômetro de caminhada me sentindo feliz, ainda mais que eu estava de salto baixo!

 

Na chegada ao teatro, surpresa! Os funcionários que conseguiram ir trabalhar distribuíam panfletos ao público, avisando que o espetáculo seria apresentado em versão concerto. Quer dizer, não haveria cenário, cortinas, objetos de cena. Enfim, não haveria mise en scène. Somente os atores, entregues às suas próprias vozes. A outra opção, lógico, era pegar o dinheiro do ingresso na bilheteria.

 

Ninguém – ou quase – arredou pé, e foi bem recompensado: a apresentação foi linda. A tragédia do mouro ciumento deixou o público estupefato. Mas o que fez o público permanecer em massa foi um belo “jeitinho”, que já virou marca dos brasileiros: em agradecimento a quem ficasse para assistir ao espetáculo, foram distribuídas taças de champanhe no entreato pela administração do Opera Nacional. Chic greve em Paris, não é ?

 

A cena era para ser assim:

E acabou ficando assim:

Champanhe de graça é uma delícia! 

 

 

 

Bom fim de semana!



Escrito por Teresa Abreu às 16h25
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Orgulho de ser carioca!

Cariocas são bacanas

 

Estou tão orgulhosa que não posso deixar de comentar a matéria do jornal O Globo de hoje sobre a solidariedade dos meus conterrâneos, Cariocas são bacanas e corajosos (http://oglobo.globo.com/jornal/rio/167204270.asp),  que agora deram para defender turistas, coisa que o Secretário de Segurança da cidade não dá conta de resolver.

 

Diz o texto de Ana Wambier que uma turista holandesa teve sua bicicleta roubada no Aterro do Flamengo, em seguida recuperada por motoristas que, “en passant” (literalmente), presenciaram o roubo e, numa cena cinematográfica, perseguiram o ladrão, de carro e a pé, até o ponto de imobilizá-lo com uma pistola na cabeça, enquanto aguardavam a chegada da polícia.

 

Um dia antes, uma australiana foi salva das mãos de meninos de rua que a levavam para um matagal, em Botafogo. Um engenheiro que passava de carro, acompanhado da mulher e da filha, parou e embarcou a turista.

 

Não é este, evidentemente, o papel da população que, aliás, também está desprotegida.  Mas esses exemplos ratificam a nota 9, atribuída aos habitantes do Rio por turistas que responderam à pesquisa feita pela Fecomércio-RJ, e confirmam o slogan de que “O melhor do Rio são os cariocas”.  Que o diga meu namorado francês que estará me acompanhando em viagem ao Rio no próximo mês de maio!

 

Photo: Silvano, pour www.ipanema.com

 

 



Escrito por Teresa Abreu às 12h53
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Dia Internacional da Mulher

Homenagem às mulheres minhas amigas

 

Mulher ternura Mulher guerreira Mulher urbana

Mulher rural Mulher militante Mulher profissional

Mulher parlamentar Mulher funcionária Mulher operária

Mulher professora Mulher jornalista Mulher escritora

Mulher pesquisadora Mulher doutora Mulher prefeita

Mulher eleita Mulher excluída Mulher oprimida

Mulher sofrida Mulher amante

Mulher de vida Mulher dar vida Mulher vivida

Mulher simplesmente Mulher

Liberdade e Paridade

não se decreta

assim como o poder, Liberdade e Paridade

se deve conquistar

se “empoderar”sim, sem perder a infinita ternura

a ternura de Ser e Ter, do viver e amar

Mulher amiga, persista

todo dia é dia de luta e conquista

 

Marilza de Melo Foucher

 



Escrito por Teresa Abreu às 11h18
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Journée international de la femme

Pour les femmes mes amies et anonymes

 

 

F. Boucher, illustration pour Les Femmes savantes

 

                             Femme tendresse   Femme courage   Femme urbaine                              

Femme paysanne   Femme citoyenne   Femme militante  

Femme professionnelle   Femme parlementaire

Femme maire   Femme fonctionnaire   Femme ouvrière

Femme institutrice   Femme professeur   Femme journaliste

Femme écrivain   Femme chercheuse   Femme docteur

Femme poète   Femme exclue   Femme battue

Femme dévouée   Femme opprimée   Femme voilée

Femme souffrante   Femme amante   Femme : symbole de vie

Femme Désirée   Femme libérée 

 Liberté et parité on ne décret pas

Nous ne voulons pas le pouvoir en tant que pourboire

Égalité des chances oui

Reconnaissance pour quoi pas ?

La question de genre sera alors légitimée

Et 8 mars nos allons fêter avec fierté…

 

Marilza de Melo Foucher

 



Escrito por Teresa Abreu às 17h29
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Bon week-end !

Walk in grace

 

Be kind. Be wise

 

See God’s world with caring eyes

 

 

Have a hopeful point of view

 

 

                                                                                                                                 Photo: Paulo Ernani

Life is a gift… and so are you!

 



Escrito por Teresa Abreu às 15h58
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AGENDA

 

Não esqueçamos o Dia Internacional da Mulher, terça-feira, 8 de Março de 2005

N’oublions pas la Journée international de la femme, le mardi 8 mars 2005



Escrito por Teresa Abreu às 18h22
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Mobilização

 

Não existe liberdade sem liberdade de informação

  

Amei esta frase, que li no site do jornal Libération, onde também fiquei sabendo que vai acontecer amanhã à noite em Paris um grande circuito de patins dedicado a Florence Aubernas, Hussein Hanoun e Guiliana Sgrena, a italiana do jornal Il Manifesto,seqüestrada no Iraque um mês depois da jornalista francesa e seu intérprete iraquiano. Iniciativa muito bacana.

Na verdade, o circuito de patins existe desde 1998. Acontece todas as sextas-feiras e foi criado pela associação Pari Roller para promover a patinação como lazer, esporte, meio de transporte e algo mais. O movimento recebeu tantas adesões, que a prefeitura de polícia de Paris assumiu a responsabilidade de cuidar da segurança dos patinadores e também dos espectadores. Sim, porque aquilo é um espetáculo, uma celebração ao prazer de deslizar, de se encontrar, de descobrir cantinhos novos da cidade. Enfim, uma celebração à liberdade.

O circuito de amanhã tem o apoio do jornal Libération, onde Florence trabalha, e da ONG Repórteres sem fronteiras.



Escrito por Teresa Abreu às 18h03
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Rio de Janeiro fête son 440eme anniversaire

Bon anniversaire, Rio !

 

 

Image: Jornal do Brasil

 

Le Christ Rédempteur et sa nouvelle illumination, l'oeuvre de la française Agnès Winter

 

 

Et la violence quotidienne... 



Escrito por Teresa Abreu às 13h48
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FLORENCE AUBERNAS

INADMISSÍVEL

 

Você está acompanhando o que está acontecendo com essa jornalista francesa, Florence Aubernas, seqüestrada no Iraque no início de janeiro? É de partir o coração! Ela, e também uma jornalista italiana, é mantida em cativeiro - imagina em que condições! - simplesmente porque desempenhava o sacro-santo dever profissional de informar à opinião pública os acontecimentos internos daquele país  que, querendo ou não querendo, repercutem na vida de todo o planeta, tratando-se o Iraque do segundo maior produtor mundial de petróleo.

Aqui na França quase todos os dias são organizadas manifestações por jornalistas, mas também pela sociedade civil, que se recusam a considerar a notícia "requentada", dados os dois meses de cativeiro. É emocionante ver a foto dela (e de seu intérprete iraquiano também seqüestrado) TODOS os dias em TODOS os jornais do país, numa cadeia de solidariedade e insistência que nós, no Brasil, precisávamos aprender para resolver nossos problemas.

Fica o meu desabafo, a minha solidariedade e - por que não? - uma ponta de vergonha por viver numa situação tão cômoda, tão confortável e ainda ter a cara-de-pau de dizer que sou jornalista!



Escrito por Teresa Abreu às 17h08
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